Quarta-feira, Maio 23, 2007

LIVRARIA ETERNO RETORNO- BRAÇO DE PRATA

Hoje venho falar e divulgar um promissor projecto que será levado a cabo pelo Prof. Nuno Nabais, que para muitos será um novo estímulo na cidade e um ponto de encontro  das várias Artes. Todos nós vimos a série "Fame" quando éramos míudos e principalmente quem priva de perto, estuda ou apenas se interessa por qualquer forma expressão artística, deverá ficar orgulhoso deste projecto. Ainda que para já seja temporário (durará apenas 4/5 anos), terá tempo para poder consolidar o conceito que vai abraçar e quem sabe um dia este espaço seja reconhecido pela nossa autarquia.

Nuno Nabais é um conceituado professor de Filosofia e é sobretudo uma pessoa extremamente interessada nas diversas formas de expressão artística. Fez parte dos projectos da livraria "Eterno retorno" e "ler devagar" (hoje situada na R. Rosa , nº145) que muitos já conhecem. Este projecto vem no seguimento destas iniciativas...

Estamos a falar da antiga "Fábrica de Armas do Braço de Prata" que actualmente tem o piso térreo desabitado. Estive lá ontem e é um edifício dos séc XIX de uma certa nobreza e com pormenores lindissimos como o pavimento em mosaico, as janelas e as casas de banho ainda originais. A ideia é reaproveitar o espaço, que tem cerca de 6 salões (aproxidamente 40 m2 cada e outras pequenas salas que formam um total de aproximadamente 300 m2), para uma espécie de "Casa de Cultura" que pretende dar lugar à representação de todas as Artes num único espaço: Música, Teatro, Dança, Pintura, Arquitectura, Literatura...

Estão já previstos destinos para quase todos os compartimentos: Um restaurante fora- de- horas (para "render" ), um bar de jazz ao vivo, uma sala para  Teatro (ensaios e espectáculos),  a antiga livraria "Eterno Retorno" e "Ler devagar"(situada antigamente no Bairro Alto), um pequeno cine-estúdio, uma loja de discos, uma loja de roupa em segunda-mão, uma galeria de arte,  espaço de exposições temporárias e muito provavelmente no enorme espaço exterior ....Um drive-in! Esta ideia ainda está a ser discutida...

Quem quiser participar activamente neste projecto, poderá ser voluntário nos dias 8,9, e 10 de junho,  3 dias intensivos de limpeza e arrumações (após as obras de remodelação) e poder ir à inauguração dia 14 de junho deste mesmo espaço.

O objectivo em causa vale a pena. Eu (em príncipio) lá estarei!

 

 

Escrito por Bárbara em 12:55:03 | Link permanente | Comments (2) |

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Pig City

Ainda sobre o tema da densidade e do crescimento urbano, os MVRDV e entidades estatais na Holanda, promoveram um estudo algo desconcertante.                                                                                                  

 A Holanda é o país que mais cria e exporta suínos, só para que tenham uma ideia, a população humana ronda os 15.5 milhões de habitantes, que convivem com cerca da 15.2 milhões de amigos suínos. Mas como assegurar a longevidade deste negócio que alimenta a economia dos Países Baixos? Para isso temos de levar em conta não só a existência dos animais no território mas também a qualidade da sua alimentação, que em consequência resultará na boa saúde destes animais (que por muito que não consiga concordar) trazem tanto deleite às gentes.

A questão é: como nos existirmos todos, pessoas e porquinhos e o que mais se quiser juntar, de uma forma sustentável?

“Pig City” ensaia sobre agricultura ecológica e a problemática dela se estender sobre um imenso território que assegure a alimentação de tão larga população de porcos, ao mesmo tempo que terá de co-existir com uma crescente densidade populacional (por parte de pessoas desta vez)...

A cidade dos porcos prevê torres de criação suína que se elevam cerca de 40 andares de “quintas” de agricultura biológica, repletos de luz natural, onde os animais exploram quase livremente o seu habitat criado. O piso térreo é ocupado por matadouros: por questões económicas  e higiénicas, relativas ao transporte e MORTE dos animais J. Nos pisos cimeiros encontram-se as infra-estuturas que alimentam não só os habitantes do edifício como o próprio: os tanques de água, puxada por enormes bombas e purificada nos reservatórios; a par da agricultura biológica os animais são igualmente alimentados por peixes criados em enormes tanques piscicultura, fornecendo-lhes proteínas; e ainda a alimentação do edifício a biogás, obtido exactamente pelos animais. Assim um edifício auto-suficiente, bem ao jeito dos MVRDV, que nos premeia com a união de elementos ecológicos com a industrialização da criação de animais: os responsáveis pelo negócio ficam contentes, a carne dos animais é de confiança e o território tem menores índices de ocupação e impermeabilização (é bom para o planeta).

Não concordo com esta proposta por razões pessoais, no entanto reconheço a intenção, praticabilidade e a inteligência no uso do território, no uso da arquitectura ecológica e de edifícios auto-suficientes e na atenção à qualidade dos produtos consumidos por alguma parte da população deste nosso mundo: já que têm de comer carne ao menos que seja de boa qualidade.

Deixo-vos só com um pensamento: se a população mundial optasse por uma alimentação vegetariana e biológica, os nossos solos não perderiam a sua fertilidade, as chuvas ácidas diminuiriam ( já que não se usariam transgénicos ou pesticidas químicos), o planeta no seu geral seria menos instável...e a fome na sua dimensão mundial diminuiria ou desapareceria por completo.

Se disse algo de errado manifestem-se, se não, manifestem-se de qualquer modo!

Ps: Bárbara, já sei o que estás a formular pensamentos muito pouco católicos dirigidos aos “Verdes”.       

Escrito por VANDA em 17:56:51 | Link permanente | Comments (4) |