MVRDV
São três holandeses que iniciaram as suas carreiras no final da década de oitenta, trabalhando em ateliers conceituados como o OMA de Rem Koolhaas e o Mecanoo de Francine Houben.
Não passou muito tempo até que se apercebessem de que o seu trabalho em conjunto seria um sucesso, e aí está o atelier MVRDV, sediado em Roterdão, prova viva de criatividade, talento, empenho, produtividade e concretização. Um exemplo de sucesso que prende a atenção de qualquer um, arquitecto ou não, ame-se ou odeie-se, os trabalhos deste atelier não passam despercebidos.
O segredo do seu sucesso? Atrevo-me a opinar: o seu método J e uma equipa, exímiamente organizada e funcional.
Método inicia e baseia os trabalhos em reflexões, em investigação, acerca da Cidade, dos Espaços, dos Modos de Vida. Debruçam-se sobre a temática da Densidade e Crescimento urbano; desenvolvem software de uso interno do atelier e estão sempre à espreita de novos materiais, novos usos dos mesmos e técnicas construtivas inovadoras.
Destaco aqui alguns exemplos dessa relação de proximidade que os MVRDV fumentam entre a investigação e a concretização dos seus projectos:
Farmax, excursions on density , já publicado, fala acerca da problemática de um crescimento urbano descontrolado, gerador de uma paisagem confusa e medíocre. Originou o projecto de WoZoCo´s;
Functionmixer, software de desenho urbano desenvolvido para estudar as possibilidades de resposta a cidades em ruptura, causada, por exemplo, por um planeamento urbano desajeitado, aumento de densidade populacional e necessidade de circunscrever no território as funções integrantes de uma cidade como habitação, serviços, locais de trabalho, etc.. Este software pretende discernir ambientes sustentáveis, flexíveis, diversos e funcionais. Abriu caminho para Silodam.










