Reciclar
Vivemos em tempos de mudança...lenta!
Facto é que as mentalidades começam a mudar e a adequar-se aos propósitos da cuidado com o Planeta, ecologia e sustentabilidade. Estes deixaram de ser termos de “PalermasVerdesMetidosABonzinhosSalvadoresDoMundo ” como os mais cépticos costumavam relinchar e começam hoje em dia a ser praticados quotidianamente pelas populações do mundo. Seja pela poupança de água, de energia eléctrica e redução no uso de combustíveis fósseis, seja pela reciclagem.
Quero desta feita falar sobre reciclagem, não a que se faz nas ilhas de ecopontos mas à aplicável à arquitectura.
Os elementos pré-fabricados são reconhecidos como mais eficientes, tanto no que consomem energeticamente na sua concepção como na montagem em obra, em termos práticos e igualmente energéticos...Isto não é novidade nenhuma!
Mas o que me diriam se recebessem um apartamento destes?
A acção de reciclar é assim levada um pouco mais adiante: Fáceis de transportar, quer por terra ou mar, se algum dia sentirem a necessidade de mudar de casa, é fácil, levem-na convosco J ; funcionam como um lego: montam-se, empilham-se, tudo feito “in loco”, à medida dos desejos de ocupação espacial do cliente; cortam-se, recortam-se, isolam-se: é infindável o dinamismo que estes espaços podem ter. Quando já não forem necessários? Reciclam-se! Podem até dar forma a um carro movido a energia solar ou a uma lata de coca-cola...
Vejam ainda: “Urban Space Management´s Container City” ; “New Islington” ; “Shipping Containers” em
Lafayette Street .
Agora digam-me lá que estes contentores não ficavam melhor, no porto de Lisboa, do que aqueles que lá existem enquanto estamos para aqui a ler os disparates de uma “PalermaVerdeBozinhaSalvadoraDoMundo”!







