Pig City
Ainda sobre o tema da densidade e do crescimento urbano, os MVRDV e entidades estatais na Holanda, promoveram um estudo algo desconcertante.
A Holanda é o país que mais cria e exporta suínos, só para que tenham uma ideia, a população humana ronda os 15.5 milhões de habitantes, que convivem com cerca da 15.2 milhões de amigos suínos. Mas como assegurar a longevidade deste negócio que alimenta a economia dos Países Baixos? Para isso temos de levar em conta não só a existência dos animais no território mas também a qualidade da sua alimentação, que em consequência resultará na boa saúde destes animais (que por muito que não consiga concordar) trazem tanto deleite às gentes.
A questão é: como nos existirmos todos, pessoas e porquinhos e o que mais se quiser juntar, de uma forma sustentável?
“Pig City” ensaia sobre agricultura ecológica e a problemática dela se estender sobre um imenso território que assegure a alimentação de tão larga população de porcos, ao mesmo tempo que terá de co-existir com uma crescente densidade populacional (por parte de pessoas desta vez)...
A cidade dos porcos prevê torres de criação suína que se elevam cerca de 40 andares de “quintas” de agricultura biológica, repletos de luz natural, onde os animais exploram quase livremente o seu habitat criado. O piso térreo é ocupado por matadouros: por questões económicas e higiénicas, relativas ao transporte e MORTE dos animais J. Nos pisos cimeiros encontram-se as infra-estuturas que alimentam não só os habitantes do edifício como o próprio: os tanques de água, puxada por enormes bombas e purificada nos reservatórios; a par da agricultura biológica os animais são igualmente alimentados por peixes criados em enormes tanques piscicultura, fornecendo-lhes proteínas; e ainda a alimentação do edifício a biogás, obtido exactamente pelos animais. Assim um edifício auto-suficiente, bem ao jeito dos MVRDV, que nos premeia com a união de elementos ecológicos com a industrialização da criação de animais: os responsáveis pelo negócio ficam contentes, a carne dos animais é de confiança e o território tem menores índices de ocupação e impermeabilização (é bom para o planeta).
Não concordo com esta proposta por razões pessoais, no entanto reconheço a intenção, praticabilidade e a inteligência no uso do território, no uso da arquitectura ecológica e de edifícios auto-suficientes e na atenção à qualidade dos produtos consumidos por alguma parte da população deste nosso mundo: já que têm de comer carne ao menos que seja de boa qualidade.
Deixo-vos só com um pensamento: se a população mundial optasse por uma alimentação vegetariana e biológica, os nossos solos não perderiam a sua fertilidade, as chuvas ácidas diminuiriam ( já que não se usariam transgénicos ou pesticidas químicos), o planeta no seu geral seria menos instável...e a fome na sua dimensão mundial diminuiria ou desapareceria por completo.
Se disse algo de errado manifestem-se, se não, manifestem-se de qualquer modo!
Ps: Bárbara, já sei o que estás a formular pensamentos muito pouco católicos dirigidos aos “Verdes”.





No entanto, acho importante esta reflexão de "sociedade-cidade" quanto mais não seja para se compreender a posição e a importância de cada sector na organização de uma cidade. E neste tipo de questões os MVRDV são sempre inovadores na apresentação de soluções que respondam a problemas actuais. (Comentar)
O grande problema de hoje em dia, é que há muito que se deixou de criar animais e passaram se a produzir (intensivamente). Podes obviamente falar por exemplo do caso da Amazónia que está sobre uma ameaça que a está a destruir a um ritmo alucinante, a produção de soja. E lá está "ah soja e tal... é prós veggie por isso a culpa é deles" sim, até pode ser alguma, mas é uma ninharia quando comparada com a quantidade dessa mesma soja que é utilizada para alimentar animais(esse sim o grande porposito das plantações) para depois serem mortos e a seguir comidos pelo homem. Todo este processo representa um desperdido enorme de energia e recursos na "reconversão" de comida.
Mas bem, em relação ao projecto se não fosse para o fim que é, acho ia bastante interessante, com um único senão e problema é o facto de se estarem a criar animais (peixes) para alimentarem outros animais que só depois chegaram até nós. Mais uma vez se desperdiça energia aqui para transformar um alimento noutro só porque o segundo nos sabe melhor e é mais lucrativo.
Já agora, nunca tinha cá vindo e não deixava um post num blog há mais de um ano. Bom Blog... Congrats...
xx (Comentar)
Visite www.yogamadora.com e conheça as nossas sugestões vegetarianas para uma excelente alimentação... bem gostosa.
SwáSthya! (Comentar)