Segunda-feira, Maio 07, 2007

Pig City

Ainda sobre o tema da densidade e do crescimento urbano, os MVRDV e entidades estatais na Holanda, promoveram um estudo algo desconcertante.                                                                                                  

 A Holanda é o país que mais cria e exporta suínos, só para que tenham uma ideia, a população humana ronda os 15.5 milhões de habitantes, que convivem com cerca da 15.2 milhões de amigos suínos. Mas como assegurar a longevidade deste negócio que alimenta a economia dos Países Baixos? Para isso temos de levar em conta não só a existência dos animais no território mas também a qualidade da sua alimentação, que em consequência resultará na boa saúde destes animais (que por muito que não consiga concordar) trazem tanto deleite às gentes.

A questão é: como nos existirmos todos, pessoas e porquinhos e o que mais se quiser juntar, de uma forma sustentável?

“Pig City” ensaia sobre agricultura ecológica e a problemática dela se estender sobre um imenso território que assegure a alimentação de tão larga população de porcos, ao mesmo tempo que terá de co-existir com uma crescente densidade populacional (por parte de pessoas desta vez)...

A cidade dos porcos prevê torres de criação suína que se elevam cerca de 40 andares de “quintas” de agricultura biológica, repletos de luz natural, onde os animais exploram quase livremente o seu habitat criado. O piso térreo é ocupado por matadouros: por questões económicas  e higiénicas, relativas ao transporte e MORTE dos animais J. Nos pisos cimeiros encontram-se as infra-estuturas que alimentam não só os habitantes do edifício como o próprio: os tanques de água, puxada por enormes bombas e purificada nos reservatórios; a par da agricultura biológica os animais são igualmente alimentados por peixes criados em enormes tanques piscicultura, fornecendo-lhes proteínas; e ainda a alimentação do edifício a biogás, obtido exactamente pelos animais. Assim um edifício auto-suficiente, bem ao jeito dos MVRDV, que nos premeia com a união de elementos ecológicos com a industrialização da criação de animais: os responsáveis pelo negócio ficam contentes, a carne dos animais é de confiança e o território tem menores índices de ocupação e impermeabilização (é bom para o planeta).

Não concordo com esta proposta por razões pessoais, no entanto reconheço a intenção, praticabilidade e a inteligência no uso do território, no uso da arquitectura ecológica e de edifícios auto-suficientes e na atenção à qualidade dos produtos consumidos por alguma parte da população deste nosso mundo: já que têm de comer carne ao menos que seja de boa qualidade.

Deixo-vos só com um pensamento: se a população mundial optasse por uma alimentação vegetariana e biológica, os nossos solos não perderiam a sua fertilidade, as chuvas ácidas diminuiriam ( já que não se usariam transgénicos ou pesticidas químicos), o planeta no seu geral seria menos instável...e a fome na sua dimensão mundial diminuiria ou desapareceria por completo.

Se disse algo de errado manifestem-se, se não, manifestem-se de qualquer modo!

Ps: Bárbara, já sei o que estás a formular pensamentos muito pouco católicos dirigidos aos “Verdes”.       

Escrito por VANDA em 17:56:51 | Link permanente | Comments (4) |
Comentário
1 - Bem Vanda...Não é à toa que me chamam de "porco preto"... de facto a fome no mundo não iria diminuir se à partida a nossa almimentação fosse vegetariana e unicamente biológica. Não acredito mesmo.
No entanto, acho importante esta reflexão de "sociedade-cidade" quanto mais não seja para se compreender a posição e a importância de cada sector na organização de uma cidade. E neste tipo de questões os MVRDV são sempre inovadores na apresentação de soluções que respondam a problemas actuais. (Comentar)

Escrito por: Bárbara em 2007/05/07 - 19:45:33
2 - Oi oi... Barbara, não aches, é um facto da vida, tal como respirar. A quantidade de proteínas e nutrientes contidos nos vegetais chega a ser 20 vezes superior ao que acontece na carne. A quantidade de energia que se desperdiça para criar um "bife" chega a ser 10 vezes superior a usada para obter o mesmo peso de comida em forma de vegetais.
O grande problema de hoje em dia, é que há muito que se deixou de criar animais e passaram se a produzir (intensivamente). Podes obviamente falar por exemplo do caso da Amazónia que está sobre uma ameaça que a está a destruir a um ritmo alucinante, a produção de soja. E lá está "ah soja e tal... é prós veggie por isso a culpa é deles" sim, até pode ser alguma, mas é uma ninharia quando comparada com a quantidade dessa mesma soja que é utilizada para alimentar animais(esse sim o grande porposito das plantações) para depois serem mortos e a seguir comidos pelo homem. Todo este processo representa um desperdido enorme de energia e recursos na "reconversão" de comida.

Mas bem, em relação ao projecto se não fosse para o fim que é, acho ia bastante interessante, com um único senão e problema é o facto de se estarem a criar animais (peixes) para alimentarem outros animais que só depois chegaram até nós. Mais uma vez se desperdiça energia aqui para transformar um alimento noutro só porque o segundo nos sabe melhor e é mais lucrativo.

Já agora, nunca tinha cá vindo e não deixava um post num blog há mais de um ano. Bom Blog... Congrats...


xx (Comentar)

Escrito por: João Chaves em 2007/06/05 - 17:01:51 em resposta a: 1
3 - Olá!

Visite www.yogamadora.com e conheça as nossas sugestões vegetarianas para uma excelente alimentação... bem gostosa.

SwáSthya! (Comentar)

Escrito por: Escola Yoga - Método DeRose em 2007/12/04 - 00:04:50
4 - :~) (Comentar)

Escrito por: Escola Yoga - Método DeRose em 2007/12/04 - 00:23:56 em resposta a: 2
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